segunda-feira, 29 de julho de 2013

... se dissolve ar!

Ter fome de palavras é não consumi-las para satisfazer-se;
É desesperadamente não querê-las por delas ter vontade em demasia.
Pinto-as, não as fotografo. Penso-as desneurologicamente.
Evito o choque penetrando-as e nunca volto:
Morro em palavras e as vivo sem despertar-me
Que é pra não (des) conectar de seu sentido.
Que é pra revelar o imagético afastando-o do real.
Rejeito a inversão e o contrário,
A tenacidade do elo.
Igualdade social, te rejeito como faço às minorias.
Zelo pelo natural estado das coisas
Posto que a tecnologia fez ruir o homem.
Já tudo sendo sólido... Tão sólido...





Dedicado à Ranciére, apesar de toda culpa que carregamos pelo sentimento de mundo que vivemos... apesar de toda nostalgia invertida ou desfeita pela falta de nostalgia que temos ou não temos ao assistirmos o fazimento do desfeito, a construção do desconstruído, sem culpa de irmos vivendo...

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