sábado, 25 de fevereiro de 2012

Retôrno



Sinto que morri em cada lembrança de ontem.
Estiquei o tempo, sem mais delongas, me perdi:
Sem prumo, sem vela, sem barco, sem mar...
Sinto o pó da estrada, a terra batida em mim;
No horizonte sereno sigo a pé, beirando o vento,
resvalando a correnteza, onda a onda, distante...
Agora, levo um amor bem grande na alma, corpo
E me sinto inteira; e sinto que me basto em você.




J.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Signo-Ideoscopia




Pré dispôs o verbo pra depois descolocá-lo
Macaco que é prego finca a mão ausente.
A mãe patente descriminaliza a terceirização
E a secundidade perdida em papéis de fogo.
As armas escritas entram em crise existencial.
Se gnomos voassem, ideoscopia;
Como não voam: assimetria do signo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Lamento





Vai, num desatino inconsistente do acaso,
Que a tua idade é tão eterna de presente...
Destino tênue, frívolo... Um instante...
E ficamos...
Ainda que sobrevivencia, sonhei, seja o ocaso
E que teu corpo reverbere a despedida
(distante),
Em nosso olhar, o conforto do teu colo...
Vai e nós sabemos...
Daqui a pouco nascerá um dia lindo:
O céu sorrindo, colorido de um aceno
Em paz...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Imo




Linha que datilografa o destino,
Foto que não tenho na estampa
À colcha em céus retalhada...
De olhares perdidos, abnegação :
Do que foi, do que tinha sido
(ou era pra ser, sabe-se lá...) ...
E um destino deflagrado e deflorado
E bem traçado, em mãos de costura:
Desenrolado carretel, a-dentro
Profunda maceração de morangos
De rugas, marcas... de queda livre...
Salto, alto; aguacera abaixo, espera
Com lençol posto na cama,
Mas em todos os segundos,
Todo amor.






*
**E pra quem quiser ouvir Imo, a poesia declamada, acessem: 
http://www.divshare.com/download/16713885-d35