domingo, 4 de março de 2012

Os mergulhadores



Ontem fiz este poema sem motivo... e atraí motivos tantos que perdi o sono, calei a noite com meu choro... metade do meu desamor despregou a peça e "encenou o aceno de paz". Morri mil vezes às folhas tais que sobre o ar despencaram, plainando ligeiro pro chão, pro fundo. Sinto, além de tudo mais e mais um pouco, aquela mágua prolongada pelo tombo. Tombaram meu amor.
Que agora é monumento pichado pelos vandalismos da tua alma.



Os Mergulhadores

Guarda teu ser descontente no fundo falso do estrado
Deixa teu olhar estrábico,
matemático,
 racional...

Arte de encontrar é um desencontro insistente;
E sorrir, por vezes, é vazio inconsistente.
Velar, as vezes, é silêncio pedindo som...

Espera que o que falta uma hora se completa;
Que o suprimento é o desconforto da janela aberta
E o tempo nublado implorando um poema.

Aprende que viver é a fronteira
E atravessar é alto-mar
É mar adentro. 

2 comentários:

  1. Show!! Me lembrou o filme Mar Adentro. Seus poemas me lembram tantos autores e no final das contas não lembro de nenhum, porque são seus, os poemas. Muito bom.

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  2. Obrigada, Schaun, querido, pelo seu carinho de sempre e pelas palavras tao delicadas. Um beijo!!!

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