terça-feira, 30 de agosto de 2011

Estrado



Poe-se o sol no meu falar cansado
Rindo céu-da-boca ladeira abaixo
Nas cores que cabem nos olhos...
Sol no quarto que cabe na sacada
Varanda de minha’alma, adentro
Levando teu calor que mais preciso:
O teu calor do motor do carro,
A (te) viajar...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Litígio



Arrasto um arresto de mim mesma
Eu, bem, esparsa e diluída no dilúvio
De minha alma corrente.
Moro no gosto do ar, pau-a-pique
Na casa que a vida sopra serena
E mordo a alma...
Devo um silêncio quando falo
Pensando no inverso do que falo
E como falo...
...
Arresto minha alma por que devo
Arrastada entre vírgulas de aspas
Esporo o tempo
À galope.

domingo, 28 de agosto de 2011

Perfil




Sobre mim, somente o céu. A inquebrantável certeza de que há uma irresvalável dúvida dizendo respeito àquilo que nao fora intenso.
A saudade, o tempo -talvez-, a natureza (por certo), a Amizade, acima do além... Um escutar, um bem falar... O beijo, o abraço, o toque. No vento... Despida de tudo...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Falo


Nu, traz pra mim um verso virgem;
Tão puro quanto o nosso tempo...
Vem, na mansidão das vagas horas
Que desfilam no desfiladeiro
De minha’alma, tão chorosa
- De saudade.
Fala o meu silêncio no teu corpo
A minha inércia que te abriga
Em tantos e todos os olhares
Em fulgores alhures infinitos
Conta , então, à prosa
Minha vida que tua mão carrega,
Desfiando meu sorriso em
Mais sorrisos de você...
Figura: os beijos - Rodin