domingo, 17 de julho de 2011

Óbulo

De minha insuficiencia nasce o que em ti floresce;
Refletido desejo em imagens num espelho gris;
E morre, meu inverno em teus laços, braços que,
Primeiro, tão amargos e agora já nem sei.
Descansa em mim esse teu corpo tão fugaz
Que já nem o vejo, pois que quando o vi
Já se havia ido sem chegar e me doer.
Canta a inflorecencia de uma ultima canção ardente,
Tão veemente - em primaveras - quanto o cri,
Ao estar abraçada, bem juntada, em teu verso e paladar;
E, ali, entregada a cada suspiro teu pra não partir.
Depois em cada hiato ou interstício inexato o cria,
Cada vez, bem mais ainda, por saber do teu saber voltar.
Pois  volta pro meu ar se transformar ameno
Tão suave e tão pequeno  e sem final...

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