segunda-feira, 4 de julho de 2011

Obstante.



Descanso no ocaso, desmesurado de plâncton: algas marinhas incendiavam a névoa espumante. Amargo. Era o silencio dos passos diante da distância... tão próxima da bica de água, da fonte parada que espera alguém que a seque. Ela, que nunca havia de secar... Mas esperava que alguém tentasse. Intentava a paisagem que não conseguiu pintar.
Uma rede balança o sono. Saculeja os últimos instantes de um atentado de paz. Estopim da passagem: um passageiro que não conseguiu subir. Era o rubor da natureza gritando a pincelada, dizendo que alguém mais uma vez falhara. E falhava...
De novo – com ti, nua, deleite. Um copo de leite intragável. Nem mesmo as narinas conseguiram, depois de uma respiração bem funda, beber sua água e sua cal. Soprara nela o pó. A água evaporava. E o pincel entrecortava estes hiatos na tentativa de qualquer abstração ou academicismo... Mas, não.
Amargo. A bile, ácida, lutava à força da gravidade. Um céu vomitado de espumas. É o que vê a fraqueza.


Em prol da desunanimidade humana,
façamos um bem: não pensar tanto no
próximo, talvez. Não por nós, mas por eles.
Declaraçao de intolerância com a intolerância
alheia.

"Para sondar o inferno ou elevar-se angélico , tome uma pitada de psicodélico" - Huxley

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