quinta-feira, 14 de julho de 2011

Hiato, espasmo e coca-cola

Conversa.
(-)

Essa incoerência social deve ser uma daquelas patologias que o naturalismo se lembrou de estudar. Uma hipocrisia danada, cheia de vaidade e de mal humor. Tão hedônicos, mas tão individuais. Espelho... Poesia beat sem poesia.

Um reflexo pela metade. Verso espectral do que não é: ausência. São tão ausentes de si, tão incapazes de dar-se o prazer de sua nada dígna companhia... Imagens refletidas de doença, de um olhar nao mais que olhar-se. Desse olhar que se introverte e nada vê, tão vazios veem-se os vagueantes. Sem algum lirismo que os capacite ver a vida mais suave, com todas as suas idiossincrasias e, ao mesmo tempo, com tanta violência simbólica.

Vagos, imprecisos. É que nao precisam nem precisam. Vão sendo assim... Uma fragilidade de auto-suficiência produzida em série, sofrendo a pederastia da superficialidade, a flacidez da nao sensorialidade e o império da propriedade mais que privada em que o Ser fora dividido. É que só podem ser pra si... nada muito além disso.

Aliás, o além tampouco existe nesse tipo de vocabulário que vive num hiato, num espasmo, numa bolha de gás habitando os confins de uma garrafa de coca-cola. "Cloaca". Mais profundo que isso é impossibilidade, já que pouco podem pela falta de querer... 

Essa preocupação insensata com o nao-pensar alheio pra manter a falsa imagem que o falso moralismo mandou ter... E entregar o cartão de visita -  mastigado pelo cachorro da amante - à esposa e aos filhos e dizer-se tão sensível a ponto de fazer poesia...

Carnificina: oficina de gente morta comer gente viva. Cozinha nada elegante de comadres fornicando a vida alheia e inseminando sêmens em vaginas erradas... Antros perdidos em Atenas ou aqui... Longe. Distância.

Decepção e medo.



E, ah! de que adianta?


Sociedade antisinestésica (e acredite, isso não é nome de remédio. Mas se possível leiam a bula!).
Quem sabe uns 5 minutos de futilidade,  umas 24 horas de ausência, de  hibernação. Uma meia hora de insanidade, umas 10 horas de vulgaridade, uns 15 dias de esquecimento pra se adequar às novas tendências da vida "moderna"???

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