segunda-feira, 20 de junho de 2011

Amor (a) Ti




O espaço entre o aqui e o chão é a vertigem... Tonteira debruçada no olhar para a vida e não ver o salto. Um suicídio com arma branca, tão alva quanto a vontade de não estar no toque, plano-esférico-helicoidal, presente.

Pois o tempo não verte a saudade do que ainda não foi, não passa o riso tristonho de quem espera o viver. Cansa-se dele pedindo pelo avital cuja essência inconsistente consiste em uma orquídea que fenece, não pela falta de cuidado, mas pelo excesso dele. Planta cativada pelo outro campo... Aquele em que não estivera; não estava. Impulso...
Em pulsos, empunhada, empenhada. O desespero gritara como pensamentos perdidos em meio a noite passada em branco. Fogo brando quase frio. Quase apagado. Pagado o fardo, a fadiga, o cansaço. Daí o mendigar inconstante por aquilo que –a aparência – fazia tê-lo, e não tinha. Não.
Chega, então, a dúvida. Dívida a pagar consigo. Ou a pagar de si. Era apagar de si: a dívida e a dúvida. Entretanto, indelével que era, ficara. Dívida duvidosa, dúvida cara, duvidosa dívida, dívida barata. Põe o salto alto, salta sem ele e tira o salto do salto e põe no alto. Por que não é coisa de criança brincar, uma vez a mãe ensinara. Incinerara? Chega.
Mas quem? Não, chega. Não chega, não. Somente pára. Para pensamento, para vertiginosamente o olhar paralelo ao paralelepípedo. Dispara, todavia, coração em escorregadia via, devido aos pneus descabelados. Não via a via, todavia, desvia e sal...
Tá. Quase palavra incompleta, fosse a não idéia de quase sê-la. Serena e bela não era Raquel, filha de Labão. Portanto, não era poesia, tampouco prosa. Era crônica sem crônica. Sincrônica. Dessincronizada. Croniesia do desespero. Espero.

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