quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Em dentro



Sinfônico segredo disfarça o ar do não ser o que é
O negativo do solado são pegadas
                 não pisadas
                 não deixadas
Go, outsiders!
Babem cola
enquanto colo os pedaços
                        as cinzas
                        e o tempo

Triciclo

manhã que golpeia os olhos
eles são febris porque não veem
dessentidos
ressaca espiritual pela opressão
aperta o peito e diminui o tempo
comprimidos
batem os descompassos do não devir
sopram resilientes as forças que não desatam
silêncios
E, subitamente,
Emudecemos


manhã que golpeia os olhos
eles são febris porque não veem
dessentidos
ressaca espiritual pela opressão
aperta o peito e diminui o tempo
comprimidos
batem os descompassos do não devir
sopram resilientes as sombras que não desatam
silêncios
E, subitamente,
Emudecemos


manhã que golpeia os olhos
eles são febris porque não veem
dessentidos
ressaca espiritual pela opressão
aperta o peito e diminui o tempo
comprimidos
batem os descompassos do não devir
sombras
sopram resilientes as forças que não desatam
silêncios
E, subitamente,
Emudecemos

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Desmistificação

Anoitecem os sentidos:
Pois que a alma esvazia-se
Esvaia-se.
Pois que todo misticismo insuficiente é
Para os que dormem de olhos abertos
Para os que assistem a noite chegar –
De olhos abertos –
Neutralizando as impressões
Existentes na latência do gesto,
Do gosto, do sentido,
Do emudecimento desnutrido
Pela inteligêcia sobre-humana
Da emoção sobre-existêncial

Sobre a não-vida que nos habita.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

... se dissolve ar!

Ter fome de palavras é não consumi-las para satisfazer-se;
É desesperadamente não querê-las por delas ter vontade em demasia.
Pinto-as, não as fotografo. Penso-as desneurologicamente.
Evito o choque penetrando-as e nunca volto:
Morro em palavras e as vivo sem despertar-me
Que é pra não (des) conectar de seu sentido.
Que é pra revelar o imagético afastando-o do real.
Rejeito a inversão e o contrário,
A tenacidade do elo.
Igualdade social, te rejeito como faço às minorias.
Zelo pelo natural estado das coisas
Posto que a tecnologia fez ruir o homem.
Já tudo sendo sólido... Tão sólido...





Dedicado à Ranciére, apesar de toda culpa que carregamos pelo sentimento de mundo que vivemos... apesar de toda nostalgia invertida ou desfeita pela falta de nostalgia que temos ou não temos ao assistirmos o fazimento do desfeito, a construção do desconstruído, sem culpa de irmos vivendo...